Será que teremos um novo espaço público de vivência?

aeroclube do pará O histórico Aeroclube do Pará (Aeroporto Júlio César), criado durante a segunda guerra mundial pelo americanos e que serviu como base área de apoio às movimentações aéreas do forças amardas americanas e que está fincado no bairro do Marco, entre as avenidas Almirante Barroso e Pedro Álvares Cabral, torna-se alvo de uma polêmica relativa à configuração do espaço urbano da cidade de Belém (PA).

Nas imagens aéreas fica patente que o aeroporto está no centro de um espaço densamente urbanizado e isto, por si só, é um risco aos habitantes do entorno do aeroporto e, tal consideração tem origem nas diversas ocorrências de acidentes que ocorreram em semelhantes configurações espaciais existentes em outras cidades ao redor do mundo. Assim, se na década de 40 do século passado o aeroporto estava bem distante da urbanização e das moradias urbanas, hoje, fazem parte de um único contexto urbano.

Na semana passada tive conhecimento de projeto que pretende transformar aquele espaço num Parque Urbano Público, formado por bosque, com espaços de diversos usos, trilhas e pistas de esporte para abrigar grupos de patins, bicicleta, corrida e outras atividades esportivas.

Se tal projeto prosperar, os belemenses terão um um parque urbano público nos moldes do Parque Ibirapuera (SP). Contundo, necessário registrar que defendo que a concepção deste futuro parque urbano seja fruto de um debate amplo com a sociedade, em respeito a gestão democrática (diretriz expressa no Estatuto da Cidade).

As cidades precisam ser todos e para todos. Por isso, diversos espaços urbanos público, tal como o pensado parque urbano público, são essências à convivência social dos seus habitantes que, por seu turno, fomentará a mistura social.

É natural imaginarmos que aquela área é muitíssimo cobiçada pelo segmento do capital imobiliário, mas sem dúvida, a decisão de construir um parque urbano público, bem como, a sua forma deve ser resultado de esforço democrático no qual participem o empreendedores imobiliários, mas também os demais agentes produtores do espaço urbano, visando avançar em direção a uma outra diretriz geral prevista no Estatuto da Cidade que seria a sustentabilidade urbana, ou seja, construir uma cidade sustentável.

No mesmo sentido, sugiro aos leitores desta postagem que também leiam a postagem da Profa. Raquel Rolnik sobre a necessidade de uma efetiva gestão democrática na construção e reconstrução de nossas cidades.

Segue o link.

 

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